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Adenomegalias - quando indicar biópsia?

O aumento de linfonodos ocorre freqüentemente na infância e cabe ao pediatra avaliar e tomar conduta frente a estes casos. Embora os linfonodos sejam, na maioria das vezes, reacionais a processos benignos e autolimitantes, ocasionalmente a adenomegalia pode ser secundária a doenças graves como linfoma, leucemia, tuberculose, histiocitose e SIDA. Este amplo espectro de diagnósticos pode gerar uma série de dúvidas quanto a melhor conduta.

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Quando indicar biópsia?

Um aspecto importante é avaliar se o aumento do linfonodo é regional e isolado ou está associado a outros sinais e sintomas, tais como: febre, hepatoesplenomegalia, palidez cutânea, sinais flogísticos, massa abdominal e alargamento de mediastino.

Além da anamnese e exame físico cuidadosos a avaliação inicial deve ser realizada com hemograma completo, Raio X de tórax, VHS, DHL e sorologias. O hemograma pode sugerir processos infecciosos bacterianos, virais ou leucoses. O VHS e o DHL são exames inespecíficos e podem aumentar em processos inflamatórios, infecciosos podendo apresentar níveis bem elevados em processos neoplásicos, O Raio-X de tórax é importante para detectar a presença de alargamento de mediastino. As sorologias para citomegalovirus, mononucleose, toxoplasmose devem ser solicitadas em pacientes com febre, exantema, hepatoesplenomegalia, faringo-amigdalite e linfocitose com atipias. Alguns parâmetros podem auxiliar a indicação da biópsia do linfonodo:

Embora freqüente e geralmente de boa evolução as adenomegalias devem ser avaliadas com cuidado e não se pode perder a oportunidade da realização do diagnóstico precoce das doenças graves.

Para uma discussão mais aprofundada sobre o tema, recomendo a leitura do artigo publicado pela revista Diagnóstico & Tratamento 2002;7(4):22-28 “Linfadenomegalia periférica na infância” muito prático e interessante.

Dra. Eliana Maria Monteiro Caran – Médica Oncologista do GOP

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